(Marcelo Rocha)
O que eu queria era um lindo sorriso logo pela manhã acompanhado de um bom dia. Cara amassada e mau humor de vez em quando é até aceitável, pois não acordamos dispostos todos os dias, mas a felicidade de acordar ao lado de quem você ama não seria um motivo para o seu dia começar com um sorriso?
O que eu queria era um pouco de diálogo, conversas longas (mesmo que inúteis, mas daquelas que divertem). Ter a possibilidade de observar seus lábios se movendo, pequenos gestos, sorrisos, mordidas no canto da boca, aquelas coisas que são possíveis somente quando estamos prestando atenção na conversa.
O que eu queria era dormir de conchinha, encostar meu nariz na sua nuca e o meu corpo no seu. Falar bobagens ao seu ouvido e adormecer sentindo o seu cheiro.
O que eu queria é que as coisas fossem fáceis, ou que não complicássemos tanto. Queria ser o seu porto seguro, sem batuque, sem atabaque, sem trio elétrico, mas confiando que estaríamos ali, juntos, um pelo outro.
O que eu queria era nosso amor sem ressalvas, sem pudores, sem vergonha. Aquele amor que fica incrustado na alma, e que não tem banho, reza, nem alguém que faça que ele deixe de ser essência.
O que eu queria era o teu abraço no fim de um dia cansativo, a tua boca encostando na minha e aqueles olhos brilhantes que ficam felizes quando encontram os meus.
O que eu queria era sentir o teu gosto, teu corpo, tua alma. Não sei que nome dar para um ato que transcende o sexo. Sexo é simples demais comparado à maneira que deixamos nossas almas brincarem e brindarem esse amor.
O que eu queria . . . Ahhhh, queria você aqui. Queria que aqui você quisesse estar. Queria te mostrar que enquanto houvesse um sopro de vida em mim eu te amaria todos esses dias, e assim te provaria, que esse amor lindo é sem fim, é só meu e seu.