(Marcelo Rocha)
O que eu queria era um lindo sorriso logo pela manhã acompanhado de um bom dia. Cara amassada e mau humor de vez em quando é até aceitável, pois não acordamos dispostos todos os dias, mas a felicidade de acordar ao lado de quem você ama não seria um motivo para o seu dia começar com um sorriso?
O que eu queria era um pouco de diálogo, conversas longas (mesmo que inúteis, mas daquelas que divertem). Ter a possibilidade de observar seus lábios se movendo, pequenos gestos, sorrisos, mordidas no canto da boca, aquelas coisas que são possíveis somente quando estamos prestando atenção na conversa.
O que eu queria era dormir de conchinha, encostar meu nariz na sua nuca e o meu corpo no seu. Falar bobagens ao seu ouvido e adormecer sentindo o seu cheiro.
O que eu queria é que as coisas fossem fáceis, ou que não complicássemos tanto. Queria ser o seu porto seguro, sem batuque, sem atabaque, sem trio elétrico, mas confiando que estaríamos ali, juntos, um pelo outro.
O que eu queria era nosso amor sem ressalvas, sem pudores, sem vergonha. Aquele amor que fica incrustado na alma, e que não tem banho, reza, nem alguém que faça que ele deixe de ser essência.
O que eu queria era o teu abraço no fim de um dia cansativo, a tua boca encostando na minha e aqueles olhos brilhantes que ficam felizes quando encontram os meus.
O que eu queria era sentir o teu gosto, teu corpo, tua alma. Não sei que nome dar para um ato que transcende o sexo. Sexo é simples demais comparado à maneira que deixamos nossas almas brincarem e brindarem esse amor.
O que eu queria . . . Ahhhh, queria você aqui. Queria que aqui você quisesse estar. Queria te mostrar que enquanto houvesse um sopro de vida em mim eu te amaria todos esses dias, e assim te provaria, que esse amor lindo é sem fim, é só meu e seu.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Estranhamente
Divertido como algumas coisas surpreendem as pessoas. O simples fato de existir um cantinho escondido para guardar algumas lembranças e pensamentos surpreendem de alguma maneira.
As pessoas esperam espetadas online, mas tem momentos que a diversão é pôr pra fora tudo aquilo que não pode ser dito, e ninguém ficar sabendo.
Posso xingar, GRITAR e posso até conversar com você. Acredita? Você me "ouve" e entende tudo o que eu "falo". É tecnicamente perfeito!
Eu não sou perfeito, mas gostaria que você conseguisse admitir isso, pois assim eu conseguiria acreditar que você é capaz de mudar. Na verdade, acho que meu problema é confiar nas pessoas, a essa loucura que você carrega consigo, por vezes me assusta. Fico imaginando quando será o dia que irá se rebelar e dar um fim em tudo, sair andando, ou sei lá o quê.
Sabe as coisas que eu trouxe para casa quando me separei? Aquele monte de caixas com minhas coisas (e que ainda não desencaixotei)? É porque eu não me sinto na minha casa e fico imaginando que cedo ou tarde vou ter que ir embora, então, para facilitar eu deixo tudo pronto. Com você é mais ou menos assim que me sinto. Não me sinto seguro, você não é minha, aí eu fico esperando o dia que vai embora, por isso deixo tudo preparado.
Talvez por isso eu tenha tanta raiva de algumas coisas, medo de outras, e o mecanismo de defesa é agredir, ou ser bruto, não saber como agradar . . . Meio . . . "Se o que eu faço naturalmente te agrada, tudo bem. Se não te agrada, "tudo bem"?
Eu tenho essa coisa de afastar as pessoas de mim. Me viro sozinho, sempre foi assim, e acabo não acreditando nas pessoas, não confiando, esperando sempre o que está por vir, e geralmente o que vem nunca é tão bom.
Sei que é estranho. Coisas Minhas.
As pessoas esperam espetadas online, mas tem momentos que a diversão é pôr pra fora tudo aquilo que não pode ser dito, e ninguém ficar sabendo.
Posso xingar, GRITAR e posso até conversar com você. Acredita? Você me "ouve" e entende tudo o que eu "falo". É tecnicamente perfeito!
Eu não sou perfeito, mas gostaria que você conseguisse admitir isso, pois assim eu conseguiria acreditar que você é capaz de mudar. Na verdade, acho que meu problema é confiar nas pessoas, a essa loucura que você carrega consigo, por vezes me assusta. Fico imaginando quando será o dia que irá se rebelar e dar um fim em tudo, sair andando, ou sei lá o quê.
Sabe as coisas que eu trouxe para casa quando me separei? Aquele monte de caixas com minhas coisas (e que ainda não desencaixotei)? É porque eu não me sinto na minha casa e fico imaginando que cedo ou tarde vou ter que ir embora, então, para facilitar eu deixo tudo pronto. Com você é mais ou menos assim que me sinto. Não me sinto seguro, você não é minha, aí eu fico esperando o dia que vai embora, por isso deixo tudo preparado.
Talvez por isso eu tenha tanta raiva de algumas coisas, medo de outras, e o mecanismo de defesa é agredir, ou ser bruto, não saber como agradar . . . Meio . . . "Se o que eu faço naturalmente te agrada, tudo bem. Se não te agrada, "tudo bem"?
Eu tenho essa coisa de afastar as pessoas de mim. Me viro sozinho, sempre foi assim, e acabo não acreditando nas pessoas, não confiando, esperando sempre o que está por vir, e geralmente o que vem nunca é tão bom.
Sei que é estranho. Coisas Minhas.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Adeus
Ah como a vida é difícil e complicada.
O tempo passa, a vida vai mudando, mas tem coisas que não mudam. O que deveria mudar, não muda. A vontade é a mesma, o desejo, o querer, o calor, o brilho, mas que merda é essa? Por que tudo simplesmente não muda, não se apaga, não deixa de ser?
Eu cheguei à conclusão que se não tem que ser, não vai ser então. Chega uma hora que temos que partir e deixar ir o que não nos quer. Aquele para o qual não somos mais necessários, ou no momento não nos fazemos necessários ou importantes.
Não somos culpados por esses momentos. Simplesmente não era o momento certo, e na verdade, esse momento certo nunca tivemos. Mais uma vez esbarramos no que não era pra ser, e não foi, e não permitimos que fosse e findou-se.
Triste sim, mas não iludido. Talvez a compreensão de todo esse dilema amoroso venha com o tempo, e se não vier, outros caminhos serão trilhados e o que for mais complicado, deixaremos guardado como fizemos nos últimos tempos.
Que não seja morto, mas apenas adormecido, mas que nunca mais se levante nem para um último suspiro, muito menos para um último adeus.
O tempo passa, a vida vai mudando, mas tem coisas que não mudam. O que deveria mudar, não muda. A vontade é a mesma, o desejo, o querer, o calor, o brilho, mas que merda é essa? Por que tudo simplesmente não muda, não se apaga, não deixa de ser?
Eu cheguei à conclusão que se não tem que ser, não vai ser então. Chega uma hora que temos que partir e deixar ir o que não nos quer. Aquele para o qual não somos mais necessários, ou no momento não nos fazemos necessários ou importantes.
Não somos culpados por esses momentos. Simplesmente não era o momento certo, e na verdade, esse momento certo nunca tivemos. Mais uma vez esbarramos no que não era pra ser, e não foi, e não permitimos que fosse e findou-se.
Triste sim, mas não iludido. Talvez a compreensão de todo esse dilema amoroso venha com o tempo, e se não vier, outros caminhos serão trilhados e o que for mais complicado, deixaremos guardado como fizemos nos últimos tempos.
Que não seja morto, mas apenas adormecido, mas que nunca mais se levante nem para um último suspiro, muito menos para um último adeus.
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