quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Chuva de Domingo

(Domingo - 02 de Julho de 2006)

Terça-feira
Jogo do Brasil ao meio-dia. Bombinhas estourando na rua desde as 9:00hs. Rojão pra todos os lados. Se eu pego esse moleque que tá soltando bombinha vou fazer ele comer (pra não contar outra idéia que me passou pela cabeça).
Tem uma menina que mora atrás da minha casa, e fica buzinando uma corneta o tempo todo. Acho que o pai dela não agüenta e manda ela soprar o "trem" no fundo do quintal. Adivinha qual a direção do som. Cacete!

Passou a quarta, passou a quinta, chegou a sexta . . . Sábado . . . Jogo do Brasil (de novo!)

Não preciso nem falar das bombinhas, não é? E a menina da corneta?

Essa semana foi cruel. Ainda bem que nós tínhamos compromisso, senão teria que ficar aguentando as bombinhas e a corneta. Bom, nós fomos em duas festas de aniversário. Uma delas na hora do jogo (do Julio que trabalhava comigo na CEF) e na seqüência fomos no aniversário do Edison (O cara que vendeu o apartamento pro Sandro). Pelo menos o sábado salvou a semana (que não teve NADA de interessante. Nenhum evento legal).

Seguindo a lógica, com a derrota do Brasil, o moleque das bombinhas e a menina da corneta devem parar agora. Acho que vou ter um pouco de sossego.

Só para fechar a semana . . . "O Domingo" amanheceu com chuva. Isso é pra quebrar qualquer um. Não que eu fosse fazer alguma coisa maravilhosa hoje, mas a caminhada ficou adiada para Domingo que vem. Eu ia caminhar tranqüilo, voltar para casa 11:30hs, tomar um banho, preparar o almoço e ficar no escritório a tarde toda. A única coisa que mudou foi que eu vou ficar no escritório a manhã toda e a tarde toda.

Essa semana poderia ter sido diferente, mas os dias vão passando e ficando cada vez mais iguais. E a semana de vocês, foi interessante? Se a resposta for a mesma que a minha, tente fazer algo legal essa semana que está começando. Eu vou tentar.

Beijo e boa semana pra vocês.

(Marcelo Rocha)

Acabou o final de semana

(Segunda - 26 de Junho de 2006)

O final de semana acabou.

Foi bom. Sabadão teve aquele esquema básico de arrumar a casa, limpeza de escritório (isso mesmo. Comecei a limpar o escritório. Não acabei, mas comecei), arrumei a tela do portão, coisas básicas do dia-a-dia.
À noite fui com a família ao shopping (shopping é foda, né?). Passei mais de uma hora na loja da Claro escolhendo celulares, mas tudo bem. Saímos de lá, fomos até uma pizzaria muito gostosa que serve uma pizza quadrada deliciosa em São Bernardo (Al Canton).

Acabou o sábado.

"Dumingo". Chegou! Acordei cedo. Dei um passseio com as "meninas" . . . e . . . e . . . Fui caminhar. Não levei nem um tostão e acabei não comprando nem uma garrafinha de água, nem um pastel, foi meio vazio meu começo de Domingo.
Vamos para a parte boa do Domingo. Cheguei, tomei um banho, e por curiosidade me pesei (fazia tempo que não fazia isso). A maioria de vocês sabe que eu engordei durante a gravidez da patroa. Cheguei a pesar 100kg. Pois bem, estou pesando 92,2Kg. Isso quer dizer que desde o nascimento da minha pequena eu perdi quase 8kg. Dos quais devo ter perdido 4kg nos últimos 45 dias.

Como? Caminhada, caminhada, caminhada, caminhada, sexo, caminhada, caminhada . . .

Falando em sexo, não estamos fazendo tanto "sexo oral" quanto antes. Até tentei discutir um pouco esse final de semana, mas nem deu. Fui obrigado a dizer para ela que nem vontade de discutir não tenho.

Realmente as novidades são poucas. Olha, não sei o que está acontecendo. Peguei a moto no Domingo à tarde, estava indo para São Paulo, e desisti. Estava na Anchieta, dei a volta no Rudge e voltei para casa. Sem pique, sem tesão.

Mais um final de semana tentando sintonizar a Rádio América.

Vamos ver se fazemos alguma coisa essa semana, OK?

Beijo pra todos e boa semana.

(Marcelo Rocha)

Fazer Acontecer

Eu gostaria muito de saber mais do que sei, mas talvez o pouco que conheço e que tenho vivido sirva de referência para alguém.

Você já parou para pensar nas coisas que realmente gosta? Agora me responda quantas vezes durante a semana você consegue fazer o que gosta? Menos do que gostaria, não é? Você se esforça para fazer o que gosta, ou fica aguardando que o mundo conspire à seu favor e permita que as coisas aconteçam como você gostaria?

Você conhece alguém com quem você realmente se importe? Não precisa ser ninguém próximo à você, pode ser alguém distante, ou que você não vê a muito tempo, mas que você se importa? Se existir essa pessoa, ela sabe que é importante para você?

Na realidade, o que eu quero dizer com tudo isso, é que nem sempre fazemos o que gostamos, às vezes as pessoas que são importantes para nós não estão próximas como gostaríamos e as coisas nem sempre são como gostaríamos que fossem, mas será que eu me esforço para que as coisas mudem?

Você sabe como funcionam nossas escolhas e como elas influenciam nossas vidas?

Agora você vai me dizer que já sabia disso? Pois é, mas o que o impediu de fazer uma escolha errada? Será que naquele momento você acreditava que aquela era a escolha certa? Imaginando que hoje você descubra que sua escolha foi infeliz, ou que hoje não parece ser a melhor escolha para sua vida, o que você está fazendo para mudar isso? Qual a escolha certa que deveria ser tomada para que eu retome minha vida de onde parei?

Não estou me referindo às coisas materiais. Estou falando de alma, de coração, de desejo, de paixão. Você conhece algum sorriso que faça as coisas valerem a pena? Você já encontrou olhos que façam seu corpo queimar? Você já encontrou braços de onde não quisesse sair jamais?

Busque esse sorriso, vá atrás das coisas que você acredita.

Não espere que as coisas aconteçam, faça elas acontecerem! As coisas até podem caminhar para o fim que você deseja, mas que tal dar uma mãozinha e ajudar um pouco?

Não é por ter feito uma escolha infeliz que você deve arcar com esse "ônus" até o fim da sua vida. Faça uma reavaliação da situação e veja se o que se mostra à sua volta é o que você deseja. Se for, lute para manter o que você tem e viva da maneira mais intensa que puder. Agora, se não for como você queria, tome uma atitude que faça sua vida valer a pena.

Talvez eu não tenha coragem, ou não saiba aplicar esses ensinamentos na minha vida, mas o PTF (O Princípios da Teoria da Felicidade) eu conheço.

Quero ver seu sorriso sempre, mesmo que seja apenas em minhas lembranças. Serei a pessoa mais alegre do mundo sabendo que você é uma pessoa feliz. Pode contar comigo sempre que precisar.

Um beijo no seu coração.

(Marcelo Rocha)

Domingo de Merda

(Domingo - 04 de Junho de 2006)

Bom, que hoje é "Dumingo", fui caminhar e o cara do pastel tava lá de novo não é novidade (acho que vou mudar meu caminho). Talvez eu faça essas coisas inconscientemente, ou seja, ando porque sei que vou comer pastel depois.

Esse final de semana estou em crise. Casamento em crise, crise dos "nelvo", crise de ansiedade, crise de idade, sei lá eu, só sei que não tá normal.

Vamos falar das mulheres de novo, mas vou usar a minha como exemplo, OK?

    Que as mulheres tem uma sensibilidade maior que a dos homens eu não discuto. Existe uma crônica do Veríssimo onde ele fala sobre isso, sobre os olhares, sobre a maneira como a mulher consegue se comunicar, mas com homem é diferente PORRA!

    Vou começar falando de terça-feira. Combinamos que faríamos compras na terça-feira, porque nossa geladeira parecia um aquário . . . só tinha água. Fizemos uma lista de compras, mas na hora de sair eu não peguei a lista. Resultado . . . ela entra no carro e manda: "Pegou a lista de compras?" Puta que pariu! Ela lembrou de entrar no carro e me perguntar da lista mas não lembrou de pegar? Cara, mulher é um bicho "duca".

Minha mulher tem dessas:

- Já fez o que eu te pedi?
Já viu mulher que pede uma coisa só? Como já fez o que eu te pedi? Qual coisa? Seja mais específica!

- Vai lá e vê aquele negócio!
Mulher  quando não sabe o nome de alguma coisa chama de "negócio", e cabe ao cidadão descobrir onde é "lá" e qual é o "negócio" que ele tem que ver. Só para defender a mulher, o homem quando não sabe o nome de alguma coisa ou esquece o nome ele chama de "caralho": Pega esse "caralho" aí!

- Você vai sair com essa camisa?
Que pergunta é essa? Acha que eu tô colocando só pra zoar com ela? Quando o cara põe uma camisa ele acha que tá combinando, que tá legal. Se tiver feio, basta usar de sutileza, tipo: "Acho que ficaria melhor com a outra camisa".

Sem contar quando ela sabe que eu cheguei de fora e vou direto para o escritório, aí vem a pergunta:
- Colocou ração para as cachorras?
PUTA QUE PARIU! Se ela sabe que eu cheguei da rua e fui direto para o escritório, por que perguntar uma coisa que ela tem certeza que eu não fiz? Se precisa fazer . . . pede! Isso é coisa de mulher. Elas sempre dão um jeitinho de cutucar o cidadão para que ele não esqueça: "Estou aqui pra te encher o saco!"

Agora eu estou mudando a tática. Quando fala para ir lá, eu não saio do lugar, de repente lá é onde eu estou. Quando pede para arrumar o negócio, eu nem me mexo, pois o negócio pode estar mais perto do que eu imagino. Está melhorando. Agora ela diz: "Vai lá fora ver o "negócio!". Isso corresponde a 50% de uma frase bem formulada. Agora eu já sei onde é lá, só falta descobrir o que é o "negócio".

E ontem? Eu ia sair cedo, tomei banho, fiz a barba, até aí sem problemas. Estava eu enrolado na toalha pegando a roupa que eu colocaria . . . Vai sair com essa cueca? Não pensem vocês que estava suja ou furada . . . é que era uma cueca "muito boa" para quem ia sair de manhã. Neurose de cueca é foda! Eu tenho um amigo que tá meio separa/não separa da mulher. Será que é isso?

Mais um final de semana tentando sintonizar a Rádio América.

Vou falar pra vocês que são meus amigo:

"TÔ DE SACO CHEIO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!"

Fiz um "puta" almoço de Domingo. Vocês sabem que eu adoro cozinhar. Querem saber?

Posta de cação ao molho de camarão, brócolis refogado ao alho e óleo e arroz branco para acompanhar. Como a patroa não come peixe nem gosta de camarão, rolou um filezinho de frango. Para beber tinha vinho branco. Resumindo . . . O vinho tava bom pra caralho, eu tô aqui escrevendo e ela deve estar almoçando lá embaixo.

Ô Domingo de merda!

Beijo pra todos e boa semana

Marcelão

P.S. Domingo que vem não tem caminhada nem pastel. É o batizado da minha filha (11/06). Se vocês não tiverem nada melhor pra fazer falem comigo que eu passo as coordenadas.

(Marcelo Rocha)

"Duminguinho" meia boca

(Domingo - 28 de Maio de 2006)

Hoje vou tentar traduzir para você o que é um "Duminguinho" meia boca.
    Acelerando o processo . . . Acordei. Dei um passeio com as "meninas". Fui caminhar. Na minha caminhada encontrei o irmão de uma ex-namorada, a ex-esposa do irmão de uma ex-namorada e um cara que fez faculdade comigo. Só não encontrei a "dita". Essa ex-namorada um dia me disse: "Ou você arranja um emprego ou está tudo acabado entre nós!" Sabe que às vezes me pergunto o que será que ela anda fazendo? Continuando . . . passei pela feira, (lá se vão minhas "centas" calorias pro saco outra vez, pois o japonês do pastel tava lá de novo!!!!). Voltei pra casa. Hoje minha esposa não implicou quando eu cheguei, ela estava no portão. Me esperando? Que nada, tava conversando com a vizinha.
    Bom, tomei banho, peguei a família e fomos almoçar fora. Fui numa churrascaria. Rodízio. Show de bola! Churrascaria tem algumas particularidades, não tem? Eu via o garçom e falava pra ela: "O garçom vem vindo com . . . já foi". "Olha só, o cara tá servindo . . . acabou". Tem umas coisas legais. Só sei que a hora que eu enchi o saco eu falei pro cara: "Se o carneiro foi embora eu também vou!" Eis que surge o cara com o carneiro, quero dizer, com uma perna do carneiro, ou melhor, com o que sobrou do osso da perna do carneiro, e o pior é que ele ainda tentou tirar carne dali. Paguei a conta e fui.
    Agora estou eu aqui em casa, sem fazer "PN" e pensei: "Por que não "cronicar" nesse "dumingo"? Eu tenho alguns amigos que insistem em dizer que eu falo "Dómingo".
    Vocês não acharam que minha esposa ia passar em branco nesse "dumingo", não é? Ontem ela me pediu para ajuda-la com a arrumação da casa. B E L E Z A!!!!
Pergunta: O que precisa fazer?
Resposta: Varrer o escritório e passar pano.
Tréplica: "Mole pro gato!"
Varri o escritório, passei o pano e sentei (isso cansa). Lá vem ela:
Pergunta: Já acabou?
Resposta: Acabei. Mais alguma coisa?
Tréplica: Por enquanto não.
Passados 40 minutos vem a pergunta dela:
Pergunta: Não vai fazer mais nada? Essa mulher deve estar querendo me ver louco. Ela me disse "por enquanto não". Quando a mulher diz por enquanto não, acho que ela quer dizer . . . vai de você me ajudar ou não. Sei lá. Mulher é um bicho foda também. Só sei que acabei lavando a garagem e dando uma ajeitada nas minhas coisas. Quem conhece minha casa, sabe que minha bagunça está limitada ao meu escritório.

Cara, essa mulher tá me tirando do sério. Fomos numa festa de criança ontem à noite. Na volta estávamos conversando tranqüilamente. Cheguei (nem liguei o micro para ver meus e-mails). Me despi, coloquei o shorts do pijaminha cinza (aquele tipo hospital sabe?). Deitei na cama me achando o próprio Antonio Banderas. Lá vem ela . . . "Já vai dormir?" . . . Não, estou te esperando . . . Então dorme!  . . . B E L E Z A!
Lá vem ela: Beijo . . . perna prá cá . . . risadinha e manda: "Estava brincando" . . . Pois bem, então vou falar sério . . . Dorme! Isso é que foi uma foda bem dada! Ela quis me foder e se fudeu!
Bom, hoje eu sei que tem troco, por isso vou ficar na minha. Ela tá muito na boa, tá aprontando alguma coisa, mas isso é história para o próximo "dumingo".
Claudião, precisamos trocar uma idéia . . . Bel, tá melhorando heim? Só teve insônia uma vez essa semana . . . Sandrão . . . Sandrão . . . Você tá aí? . . . O Pompeu tá mudando de área, tá meio enrolado . . . Renata, e a nossa conspiração? Tô necessitado criatura!
"Beijo prô 6"
Marcelão
P.S. Tô ficando de saco cheio. Será que toda mulher é igual?



(Marcelo Rocha)

Teoria do PUTZ.

(Domingo - 21 de Maio de 2006)

Hoje acordei inspirado. Tomei banho, coloquei uma roupa bem leve para fazer uma caminhada e quando estava saindo . . . PUTZ! Tenho que levar os cachorros para passear antes de sair. Tudo bem, fiz uma caminhada com os "dogs", voltei para casa, e quando estava saindo novamente, adivinhem . . . PUTZ! Minha mulher quer que eu passe na feira quando voltar da caminhada. Domingo, 9 horas da manhã, os R$10,00 que eu tinha eu dei pro cara do estacionamento na noite anterior . . . PUTZ! Que bosta!

    Lá vou eu até o mercado, munido do meu cartão do banco. Cheguei no caixa e tenho que esperar um senhor que estava usando o caixa eletrônico (quando cheguei ele já estava lá dentro) . . . aguardo mais um pouco (será que ele tá vivo?) . . . 10 minutos depois sai ele com aquele ar de vitória, de quem conseguiu vencer uma máquina terrível e arrancou-lhe 10 contos pra comprar pão na padaria (Que merda!). Se ele não tomar cuidado algum pivete vai roubar esse 10 conto e ele tá fudido.
    Bom, saquei R$30,00 (tô podendo), voltei para casa, guardei o cartão, peguei meu MP3 player (meu amigo Claudio tem um MP4, mas eu ainda chego lá) e fui caminhar.
    Pensamento longe . . . ouvindo Jota Quest . . . PUTZ! O cara da moto quase caiu na esquina do posto de gasolina, e o que é pior, ele ia cair praticamente em cima de mim, aí meu Domingo ia pro saco mesmo. Passei pela feira, fui até uma praça perto da faculdade e caminhei por quase uma hora. Nessa altura eu já tava suado, "quase fedido" (quase porque pra ficar fedido eu teria que ter completado uma hora de caminhada), com sede e indo em direção a feira. PUTZ! O que era pra comprar mesmo? Peguei meu celular (fui caminhar, mas sem celular não dá né?), liguei pra minha esposa que atende carinhosamente: "O que você esqueceu?" (Mulher é foda. Marido só liga quando esquece alguma coisa?). Respondi: "O que você quer da feira?" . . . silêncio . . . não falei nada, mas acho que ela também esqueceu, mas eu não ia ser louco de zoar ela naquele momento. "Traz algumas verduras para a papinha da Mariana . . . um pé de salada para o almoço . . . escolhe algumas frutas . . . enfim, eu nem devia ter ligado, porque realmente ela esqueceu o que queria.
    Comprei tudo, percorri a feira toda, encontrei um cara que eu não via a tempão, e quando cheguei no final da feira . . . PUTZ! Pastel! Por que a porra da barraca de pastel fica na ponta da feira? Eu tinha acabado de caminhar, devo ter queimado umas "centas" calorias . . . Estufei o peito e mandei: "Dá dois de pizza pra viagem!" (Se eu falar que comi pastel e não levei pra casa tô fudido). Quando estou indo embora . . .  PUTZ! Faltou alguma coisa. Bom, agora vou embora e depois eu compro no mercado.
    Cheguei em casa com as compras (tudo isso à pé, afinal de contas eu saí para caminhar), toco a campainha e ouço aquela voz carinhosa novamente: "Esqueceu a chave?" (Ô mulher do caralho! Mulher não pode simplesmente abrir o portão e deixar os comentários de lado?). "Não querida, eu não levei a chave para não ficar balançando no bolso." (Parece que não convenceu)
    Quando ela vê as compras . . . PUTZ! Comida de rabo de novo. "Cadê a salada?" Resposta básica número 2: "Tava feia amor!" . . . PUTZ! Ainda bem que eu trouxe o pastel.
    Agora estou eu aqui no escritório, sem nada para fazer e me perguntando o que é um PUTZ? Como se mensura um PUTZ? Eu acho que um PUTZ equivale a um "quase" ou então a um "por pouco" ou pode ser uma expressão de espanto mesmo. Eu fico espantado com as coisas que acontecem e espero que o Domingo de vocês tenha sido menos PUTZ que o meu, mas agradável da mesma forma. Quem quiser compartilhar seu PUTZ comigo fique à vontade. Semana que vem eu vou prestar mais atenção na minha mulher. Existem 2 hipóteses prováveis para o que está acontecendo, ou eu faço muita cagada ou estou tomando mais comida de rabo que o necessário. Os casados sabem que a mulher tem essa necessidade do sexo oral: "Vai se fuder!", "Vai tomar no cú!" . . . E esse desejo fica mais latente à medida que os anos passam (minha amiga Izabel conhece bem essa história e tem teorias interessantes sobre o assunto).
    Minha amiga Renata não casou (ainda) mas parece que nessa parte aí ela já tem a teoria completa. (Não posso ficar bagunçando com ela porque ela está me ajudando numa conspiração).
    PUTZ! Já passam das 19:00hs. Vou deixar o Domingo de vocês sossegado.
    Um super-beijo e boa semana!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Marcelão


(Marcelo Rocha)

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Querer

Querer

Quando eu era pequeno, queria aquilo que meus pais queriam:
Usava as roupas que eles queriam, usava o penteado que eles achavam legal . . .

Quando eu cresci um pouco, eu queria aquilo que meus colegas de escola queriam:
Coisas da moda, roupas da moda, cortes de cabelo da moda . . .

Agora me tornei adulto e sou dono das minhas vontades.
Passei a querer aquilo que a sociedade queria e me permitia querer . . .

O tempo passou. Me casei. Tenho minha casa e uma família.
Passei a querer aquilo que minha esposa queria:
Assistir na TV o que ela queria, comer a comida que ela queria, dormir na hora que ela queria . . .

Quando tivemos filhos eu pensei: "Eles terão liberdade para querer".
Comecei a comprar roupas legais, fazer penteados bacanas e . . .
. . . Eles começaram a querer aquilo que eu queria.

Será que algum dia será perdido querer o que realmente queremos?
Amar e estar perto de quem amamos?
Deixar de fazer o que as pessoas querem e fazer o que eu quero?
Parar de me preocupar com os outros e me preocupar comigo?
Poder decidir o que é certo e o que é errado? 

É . . . Tá ficando tarde . . .
Se querer é poder, e eu posso querer, quero dormir e acordar
num amanhã melhor, rodeado pelas pessoas que eu amo,
fazendo as coisas que eu gosto e principalmente:
"Querendo aquilo que eu quero."

(Marcelo Rocha)

De repente saudade

De repente saudade.

Como sempre, acordei e notei que o dia estava estranho.
Fiz o que tenho costume e saí sem muita preocupação
Ao chegar à rua, bateu um vazio e tive a sensação de
Esquecer alguma coisa dentro de casa.

No caminho para o trabalho, achei que o dia estava cinza,
Pobre, sem sorrisos, mas o sorriso que eu queria era específico.
As pessoas dentro dos carros, caminhando nas ruas, pareciam não notar,
Mas eu sabia que o dia estava esquisito.

Sentei no escritório, e com a luz apagada pude ver claramente.
Vi que as coisas aconteciam muito depressa, que
Eu corria o dia todo, fazendo o máximo possível para no final da tarde,
Perceber que alguma coisa havia sido deixada pra trás.

O que são esses pensamentos?
Como evitar esses sentimentos?
Acho que não tem jeito. O que resta é:
Dormir e acordar para mais um dia.

Cada um ocupa o seu tempo da maneira mais conveniente.
Preencho meu tempo com trabalho, trânsito e preocupações bestas.
Alguns podem achar que isso é muito, outros que é pouco,
mas a verdade é que nunca estamos satisfeitos.

Hoje quando acordei, prestei atenção e me dei conta do que faltava.
Senti falta do seu bom dia, do seu sorriso, do seu cheiro.
Senti falta do seu gosto na minha boca, do gosto do seu beijo,
Senti falta da sua mão no meu cabelo e da maneira como se faz presente.
Você é importante pra minha vida e
De repente, notei que o que sinto é saudade!


(Marcelo Rocha)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Caminhando

Caminhando . . .

Perdido no tempo, sem um lugar pra ir.
Caminheie, te encontrei, corri, me perdi, te esperei, te perdi . . .
Estranhos caminhos, lugares estranhos. Pessoas amigas, olhares esquisitos . . .
Caminhando, pensando, seguindo, chorando . . .
Esquisito mesmo é andar por onde não conheço. Ver pessoas que nunca vi . . .
Caminhando, querendo, sonhando . . .
Sem surpresas, sem alegrias, somente observando.
Caminhando . . . Sem me preocupar . . . Sem esperar . . . Sem te ver.